Problemas Urbanos

As questões ambientais e urbanísticas

  • As cidades representam contextos de oportunidades e de capacitação individual dado que proporcionam o acesso a um conjunto de infra-estruturas, equipamentos, bens, serviços, valores culturais e estilos de vida. A concentração destas condições, devido à dificuldade em planar o crescimento urbano, tem originado problemas de sustentabilidade.

Destacam-se três âmbitos fundamentais da qualidade de vida:

  1. Aspectos materiais e imateriais – Os aspectos materiais dizem essencialmente respeito às necessidades humanas básicas, como, por exemplo, as condições de habitação, de abastecimento de água, do sistema de saúde, ou seja, aspectos de natureza, essencialmente física e infra-estrutural. As questões imateriais estão mais ligadas aos estilos de vida, hábitos e práticas culturais;
  2. Aspectos individuais e os colectivos –  As componentes individuais estão mais relacionadas com a condição económica, a condição pessoal e familiar dos indivíduos e as suas relações. As componentes colectivas estão mais directamente relacionadas com a disponibilidade e acessibilidade aos serviços básicos e com os serviços públicos;
  3. Aspectos objectivos e subjectivos – Os aspectos objectivos são facilmente apreendidos através da definição de indicadores de natureza quantitativa, enquanto que os subjectivos remetem para a percepção subjectiva que os indivíduos têm da qualidade de vida e que é muito diferente de pessoa para pessoa e de estrato social para estrato social.

Poluição do ar e ruído

Os problemas ambientais mais sentidos ou perceptíveis pelos residentes, particularmente os que vivem nas Áreas Metropolitanas, são o ruído, seguido da poluição automóvel e da poluição do ar.

Índice da Qualidade do Ar (IQAr) – Foi criado com o objectivo de fornecer uma informação objectiva e de fácil leitura, numa determinada área.

De acordo com o Relatório do Estado do Ambiente de 2005, a poluição sonora é um dos principais factores de degradação da qualidade do ambiente urbano, constituindo um problema de saúde pública, pois condiciona a qualidade de vida de das populações e dos ecossistemas.

Mapas de ruído – Os mapas de ruído permitem a localização das fontes de ruído e das áreas mais sensíveis à poluição sonora.

Resíduos urbanos

A produção de resíduos urbanos e a poluição atmosférica e sonora nas áreas urbanas são problemas que afectam a qualidade de vida. As áreas urbanas, pela forte concentração de pessoas e actividades, produzem grandes quantidades de resíduos, com origens muito diversas: residências, hospitais, escritórios, comércio, fábricas, centros de lazer, etc.

Consumo de água

As grandes concentrações urbanas, dada a sua elevada densidade populacional, têm provocado, naturalmente, o aumento global do consumo de água. Por outro lado, a melhoria das condições de vida e a industrialização justificam o aumento do consumo médio de água por habitante.

Catástrofes naturais

Garantir a segurança das vidas humanas e dos bens, em grandes e médios centros urbanos, pressupõe que se possa conhecer, antes de mais, os verdadeiros perigos e ameaças que sobre eles pesam: como a acção diária do vento e da chuva, a queda de objectos, mas também aqueles que ocorrem de modo imprevisto e súbito: os ciclones, os sismos, as inundações, os incêndios, o colapso estrutural de construções, etc.

Espaços verdes

A expansão urbana actual impõe muitas vezes uma volumetria excessiva às novas construções, uma degradação de espaços de carácter notável, uma destruição de logradouros, a impermeabilidade dos espaços outrora verdes e consequentemente uma generalizada degradação da qualidade ambiental.

Parque habitacional

As cidades do Porto e de Lisboa apresentam um parque habitacional envelhecido e degradado. especialmente nas áreas centrais e no núcleo histórico. Na cidade do Porto, 47% do parque habitacional foi construído antes de 1946; em Lisboa esse valor atinge os 42%.

Envelhecimento

A “baixa-centro” das cidades confronta-se com um número muito grande de idosos (cada vez mais envelhecidos), que vivem sozinhos, e cuja solidão se associa, muitas vezes, à pobreza.

Insegurança e trânsito

Tendo por base um inquérito efectuado em Lisboa pela Euroteste, em 2003, concluiu-se que os problemas que mais preocupavam os lisboetas eram os seguintes:

  • Insegurança (criminalidade, roubo, violência e vandalismo);
  • Congestionamento de trânsito;
  • Falta de estacionamento;
  • Falta de limpeza das ruas;
  • Falta de segurança e policiamento;
  • Mau estado dos arruamentos.

Exclusão social

A cidade apresenta uma mescla de categorias sociais vulneráveis à exclusão social, por exemplo:

  • Idosos marcados pela insuficiência de recursos económicos, pela solidão e pela desintegração familiar;
  • Assalariados com fracas qualificações e baixas renumerações;
  • Desempregados de longa duração;
  • Grupos étnicos e culturais minoritários, cuja vivência está associada à precariedade das condições de vida;
  • Famílias monoparentais com privação de recursos económicos, condutores de situação de pobreza;
  • Jovens em risco, toxicodependentes e ex-toxicodependentes, excluídos da família, da escola e do trabalho;
  • Os sem-abrigo.

Criminalidade

De acordo com os dados do Ministério da Administração Interna, tem havido um ligeiro agravamento de alguns crimes violentos nas Áreas Metropolitanas, devido a dois factores: à proliferação das bolsas de concentração de pessoas insuficientemente integradas e à consolidação de diversos grupos cujas características os aproximam do “banditismo”.

~ por goncasrato em 02/27/2010.

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