Perguntas Para o Teste de História

Reconhecer a diversidade e unidade das colónias inglesas da América do Norte. 

As colónias inglesas na América do Norte estavam unidas pela mesma língua – o inglês, pela religião protestante, pela luta contra os índios e os Franceses e pela submissão à coroa britânica (rei Jorge III) e ao Parlamento inglês. Os factores de diversidade eram as colónias do Norte e do Centro terem como base económica a agricultura complementada pela pesca, a criação de gado, comércio e indústria. Eram, também, constituídas por comunidades mais tolerantes; as colónias do Sul especializaram-se na plantação do tabaco e do algodão assente na explorarão de mão-de-obra escrava.
Se, por um lado, os factores de união podem ter favorecido a criação, em 1776, de um país novo e independente (os Estados Unidos da América), por outro lado, os factores de diversidade ajudam-nos a compreender as hesitações na escolha de um modelo politico após a independência: dever-se-ia escolher um governo central forte ou uma federação descentralizada? A formação, ainda que lenta, de uma consciência nacional levaria os Americanos a optar pela existência de um governo geral.

Explica o conflito económico surgido entre a Inglaterra e as suas colónias após 1763.

Os principais motivos de descontentamento dos colonos americanos prendiam-se com questões económicas. Primeiro, a Guerra dos Sete Anos, estendera ao território americano os conflitos entre Franceses e Ingleses, terminou com a vitória inglesa (Tratado de Paris). No entanto, em troca da protecção concedida aos colonos, a
Inglaterra sobrecarregou-os com impostos, de maneira a recuperar do escorço de guerra. Entre 1764 e 1767, o Parlamento britânico decretou taxas aduaneiras sobre a importação de certos produtos (papel, vidro, chumbo, melaço, chá) e criou um imposto de selo. Segundo, a região que os colonos reivindicavam, a oeste, para se expandirem territorial e economicamente, foi considerada propriedade dos índios pelo governo britânico. E terceiro, os colonos americanos tinham falta de liberdade comercial: só podiam exportar os seus produtos para Inglaterra ou para outras colónias inglesas e só podiam importar mercadorias europeias por intermédio de Londres (teoria do exclusivo comercial).

Justificar o apoio da França à causa da Independência das colónias inglesas da América do Norte.

Apesar da aprovação da Declaração de Independência (regida por Thomas Jefferson) pelas colónias, os conflitos prosseguiram, sob o comando de George Washington (que viria a ser o primeiro presidente dos Estado Unidos da América) o apoio francês (em armas, soldados, dinheiro e barcos) surgiu em 1778 e justifica-se pela vontade de desforra deste país em relação à derrota na Guerra dos Sete Anos. Foi graças ao apoio da França, da Espanha (aliada da França na Guerra dos Sete) e à acção diplomática na Europa (em especial, por Benjamin Franklin) que a vitória sobre os Ingleses se tornou possível. Em 1783, colonos e Ingleses assinaram o Tratado de Versalhes, no qual a Inglaterra reconhecia a independência das 13 colónias. Nesse momento os Franceses puderam,também, sentir o sabor da vitória, recuperando alguns dos territórios perdidos em 1763.

Relacionar o princípios contidos na Declaração da Independência de 1776 na Constituição, com a aplicação dos princípios iluministas.

A Declaração de Independência de 1776 justifica a ruptura relativamente à Inglaterra com base nos pressupostos iluministas: defende o direito à igualdade e à independência como "Lei da Natureza"; proclama, como direitos "inalienáveis" (isto e, que não se, podem retirar nem transmitir a outrem) e concedidos por Deus, "a Vida, a Liberdade e a procura da Felicidade"; institui a soberania popular com base em "governos, cujo justa poder emana do consentimento dos governados"; prevê o direito de os povos deporem um governo que não os represente e de "instituir um novo governo"; rejeita o "despotismo absoluto". Em 1787, a Constituição definiu o modelo político do novo estado independente: foi instituída a República dos Estados Unidos da América, um conjunto de Estados federados com alguma autonomia mas obedientes a um Estado Central forte.
Neste diploma foram aplicados, na prática, pela primeira vez, os ideais iluministas.
– A divisão tripartida dos poderes, pensada pelo filósofo iluminista Montesquieu, foi aplicada da seguinte forma: o poder legislativo foi entregue ao Congresso, composto pela Câmara dos Representantes e pelo Senado (que reúnem no edifício do Capitólio, em Washington); o poder executivo coube ao Presidente dos Estados Unidos da América (residente na Casa Branca, em Washington, desde 1800) e o poder judicial passou
a pertencer a um Tribunal Supremo e a tribunais inferiores;
– foram consignadas as liberdades e garantias dos cidadãos;
– foi consagrada a soberania nacional, nomeadamente pela possibilidade de exercer o direito de voto. Em resumo, a Revolução Americana deu início a uma vaga de revoluções liberais que ocorreram entre os séculos XVIII e XIX e que puseram fim ao sistema de Antigo Regime baseado no absolutismo e na sociedade de ordens. Estes movimentos instituíram a soberania popular, a separação de poderes, a livre iniciativa
económica, a tolerância religiosa e a descolonização.

Caracterizar a França nas vésperas da Revolução a nível económico e social.

A França vivia num anacronismo, ou seja, na época existem características que deveriam pertencer a outra: era o caso da sociedade francesa do século XVIII, ainda muito ligada as estruturas de Antigo Regime. Persistiam, assim, as seguintes características sociais:
– a alta burguesia era superior as ordens tradicionalmente privilegiadas (clero e nobreza) em riqueza e instrução, contudo, não tinha acesso aos altos cargos da administração publica, do exercito e da hierarquia religiosa, para os quais se exigia prova de nobreza;
– os camponeses, apesar de constituírem a maioria da população (cerca de 80%) continuavam na miséria, pois não eram detentores das terras que trabalhavam e ainda tinham de pagar impostos;
– os trabalhadores das cidades recebiam baixos salários;
– a nobreza mantinha um estilo de vida ocioso e frívolo; porem, detinha a maior parte da propriedade fundiária,
os postos mais importantes e estava isenta do pagamento de impostos;
– o clero possuía terras, recebia rendas e a dizima (1/10 de toda a produção agrícola), no entanto, tal como a nobreza, não pagava impostos.
Esta situação de profunda injustiça social foi, então, uma das causas da Revolução Francesa. Nas vésperas da Revolução, a França era afectada por uma crise económica motivada pelos seguintes factores:
– o aumento do preço do pão, em virtude de maus anos agrícolas;
– a quebra de produção têxtil, não só devido ao aumento do preço do pão (que limitava a capacidade de aquisição de outros produtos pelas famílias), mas também por causa do Tratado de Eden, de 1786 (que previa a livre-troca do vinho francês pelos têxteis ingleses);
– as despesas do Estado com o exército, as obras públicas, a divida publica e o luxo da corte, que originavam um défice constante, já que o clero e a nobreza não contribuíam para as receitas do Estado (pois não pagavam impostos).
Podemos considerar a crise económico-financeira como o segundo factor que conduziu a Revolução.

Explicar o fracasso das tentativas políticas de reforma, implementadas por Luís XVI.

Perante a crise económico-financeira, o poder político tinha de agir. O rei Luís XVI, monarca absoluto, rodeou-se de ministros para o auxiliarem: Turgot, Necker, Calonne e Brienne propusera sucessivamente, reformas no intuito de solucionar a crise. Porém, a conclusão a que chega era sempre a mesma: a única maneira de obter mais receitas para o Estado passaria por fazer com que as ordens privilegiadas também pagassem impostos. Ora, o clero e a nobreza opuseram-se terminantemente às tentativas de redução dos seus privilégios. A própria rainha Maria Antonieta, chamada pelo povo "Madame Défice" devido às suas despesas com a corte, contribuiu para que os ministros fossem despedidos. Foi num clima de agitação popular e de oposição política das ordens privilegiadas que Luís XVI resolveu convocar os Estados Gerais (reunião dos representantes das diversas ordens sociais), enquanto se elaboravam os Cadernos de Queixas (registo dos anseios da sociedade francesa).

Interpretar as transformações dos Estados Gerais em Assembleia Nacional Constituinte.

A reunião dos Estados Gerais, em Maio de 1789, iniciou-se, desde logo, com uma questão controversa: a votação das propostas deveria fazer-se por cabeça (cada deputado, um voto) ou por ordem (cada grupo social, um voto)? Se a votação por cabeça ganhasse, os deputados do Terceiro Estado, maioritários, fariam valer as suas propostas; porem, se a votação se fizesse por ordem, as duas ordens privilegiadas (clero e nobreza) poderiam
unir-se, dado que tinham interesses convergentes, na defesa do seu estatuto. Perante este impasse e a indecisão de Luís XVI, os deputados do Terceiro Estado (juntamente com alguns deputados do clero e da nobreza que partilhavam das mesmas ideias) reuniram-se à parte, na sala do Jogo da Péla, onde juraram, em Junho de 1789, não se separarem ate que estivesse pronta uma Constituição. Devido a este acto revolucionário  conhecido por "Juramento da sala do Jogo da Péla"), os Estados Gerais transformaram-se em Assembleia Nacional Constituinte (uma assembleia destinada a redigir uma Constituição): era o fim do absolutismo e o início da Nação soberana.

Relacionar a abolição dos direitos feudais com a destruição da sociedade de Antigo Regime.

Entretanto, nas ruas, o povo realizava a sua revolução: a 14 de Julho de 1789, em Paris, a Bastilha (fortaleza para os presos políticos do absolutismo) foi destruída pelo povo e pela Guarda Nacional (milícia composta por burgueses). A tomada da Bastilha ficaria, para sempre, conhecida como o símbolo máximo da Revolução Francesa, acontecimento comemorado todos os anos, em Franga, no dia 14 de Julho. Por toda a Franga, os camponeses revoltavam-se violentamente contra os senhores das terras e contra os encargos feudais (movimento denominado por "Grande Medo"). Face ao descontentamento popular, a Assembleia Nacional Constituinte produziu, em Agosto de 1789, diplomas legais que aboliam os direitos feudais (como a dizima a Igreja e o trabalho gratuito – corveias – prestado aos nobres) "aclamando o povo" para atingir a "tranquilidade pública", como dizia, então, o presidente da Assembleia. Ao instaurarem a igualdade de todos perante a lei, nomeadamente no livre acesso aos empregos públicos, estes decretos destruíram a sociedade de ordens, assente nos privilégios da nobreza e do clero. No ano seguinte (1790) a Assembleia aprovou um documento polémico – a Constituição Civil do Clero – que transformava os membros do clero secular em funcionários do Estado, extinguia o clero regular e procurava salvar a economia francesa com os bens confiscados a Igreja, que constituíam a garantia dos novos títulos de
papel-moeda (os assinados).

Sublinhar o significado da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Ainda durante a etapa da Assembleia Constituinte (1789-1791), os deputados elaboraram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, um documento de inspiração iluminista, fundamental, não só para a Revolução Francesa mas também para todos os movimentos revolucionários que esta inspirou. Os aspectos mais importantes da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão são:
– a proclamação do fim da sociedade de ordens ("Os homens nascem e são livres e iguais em direitos");
– a salvaguarda dos direitos naturais do homem ("A liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão");
– a defesa da soberania popular contra o absolutismo ("o princípio de toda a soberania reside essencialmente na Nação");
– a protecção dos cidadãos pela lei (" Tudo aquilo que não é proibido pela lei não pode ser impedido […).
Ninguém pode ser acusado, preso ou detido senão nos casos determinados pela lei’);
– a tolerância religiosa ("Ninguém pode ser inquietado pelas suas opiniões, incluindo opiniões religiosas");
– a liberdade de expressão ("Todo o cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente)";
– a defesa da burguesia e do direito à propriedade privada ("A propriedade e um direito inviolável e sagrado").
Pela alteração profunda que este documento provocou nas estruturas sociais e politicas de Antigo Regime, podem os relacioná-lo com o início de um novo período histórico: a Época Contemporânea.

~ por goncasrato em 01/24/2010.

2 Respostas to “Perguntas Para o Teste de História”

  1. Olha gostei muito dos teus resumos deram me imenso jeito e consegui interpretar melhor a matéria.
    bjinho :p

  2. Adorei, muito obrigada ! A minha professora tinha os objetivos praticamente iguais…

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